NOSSO BLOG

Nos conectamos para conectar o mundo

Oktoberfest – A festa alemã que virou patrimônio cultural global

A Oktoberfest é conhecida mundialmente como a maior festa popular do planeta, mas está longe de ser apenas um evento de cerveja. Nascida em Munique, na Alemanha, em 1810, como parte das comemorações do casamento do príncipe herdeiro Luís I da Baviera com a princesa Teresa de Saxe-Hildburghausen, a festa reuniu a população com corridas de cavalos, comidas típicas e muita música. O sucesso foi tão grande que se repetiu nos anos seguintes e acabou se transformando em tradição. Com o passar do tempo, a Oktoberfest foi se expandindo, incorporando novas práticas e se consolidando como símbolo da cultura bávara. Hoje, a festa reúne mais de 6 milhões de visitantes por edição apenas em Munique, consumindo cerca de 7 milhões de litros de cerveja em menos de três semanas.

A Oktoberfest é marcada por uma atmosfera que une tradição e identidade cultural. Os trajes típicos, como o dirndl e o lederhosen, a música folclórica com polcas e marchas, a gastronomia com salsichas, pretzels, joelho de porco e strudel, além, é claro, da cerveja produzida segundo a famosa Lei da Pureza de 1516, compõem uma experiência cultural autêntica. Mais do que uma simples festa, ela se tornou uma ferramenta de preservação cultural e, ao mesmo tempo, um ativo poderoso de soft power.

No campo das Relações Internacionais, chamamos de soft power a capacidade de influenciar outros países por meio da cultura e dos valores simbólicos. A Oktoberfest é um exemplo vivo desse fenômeno: ao se tornar global, reforça o nation branding da Alemanha, projetando o país como um destino turístico atrativo, que sabe preservar sua tradição sem deixar de dialogar com a modernidade. Da mesma forma que o Carnaval ajuda a difundir a imagem do Brasil, a Oktoberfest faz da Alemanha uma referência cultural e econômica.

No Brasil, a Oktoberfest encontrou terreno fértil, especialmente no Sul, onde a imigração alemã deixou marcas profundas. A versão mais famosa acontece em Blumenau, Santa Catarina, desde 1984. Criada inicialmente para recuperar a autoestima da população após uma grande enchente, a festa cresceu rapidamente e hoje é a maior Oktoberfest fora da Alemanha. Com mais de 600 mil visitantes por edição, o evento movimenta centenas de milhões de reais na economia local, especialmente nos setores de turismo, hotelaria, gastronomia e serviços. O sucesso foi tão grande que inspirou outras cidades brasileiras, como Santa Cruz do Sul (RS) e Marechal Cândido Rondon (PR), a organizarem suas próprias versões da festa.

Fora do Brasil, a Oktoberfest também ganhou o mundo. Nos Estados Unidos, Cincinnati organiza a Oktoberfest Zinzinnati, que atrai mais de 500 mil pessoas, enquanto Denver e Milwaukee também se tornaram referências. No Canadá, a cidade de Kitchener-Waterloo recebe uma das maiores edições da América do Norte. O Japão, a Argentina e até a Austrália também reproduzem a festa, cada qual com suas adaptações, mas sempre mantendo o espírito original da celebração bávara. Esse movimento comprova que a Oktoberfest se consolidou como um patrimônio cultural global, um exemplo de tradição local que atravessou fronteiras sem perder autenticidade.

O impacto econômico da Oktoberfest é gigantesco. Apenas em Munique, estima-se que a festa movimente mais de 1 bilhão de euros por edição, gerando milhares de empregos temporários e fortalecendo cadeias inteiras ligadas ao turismo, gastronomia e entretenimento. Em Blumenau, os números também impressionam: além de atrair centenas de milhares de visitantes, a Oktoberfest é hoje considerada o segundo maior evento turístico do Brasil, atrás apenas do Carnaval do Rio de Janeiro. Para além dos números, o impacto cultural é igualmente relevante: a festa mantém vivas tradições, promove integração social e funciona como uma vitrine da diversidade cultural em um mundo cada vez mais globalizado.

Mas a Oktoberfest não é apenas um fenômeno cultural ou turístico: ela também é um case estratégico para empresas que buscam internacionalização. O festival mostra a importância de se adaptar ao contexto local sem perder autenticidade, de transformar cultura em diferencial competitivo e de preservar identidade mesmo ao se expandir globalmente. Ao oferecer uma experiência completa, que vai muito além do produto em si, a Oktoberfest ensina que marcas e organizações que desejam se internacionalizar precisam oferecer mais do que bens ou serviços: precisam criar experiências que conectem pessoas e valores.

Mais de dois séculos depois de sua criação, a Oktoberfest segue crescendo e mostrando que tradição e modernidade podem caminhar lado a lado. De Munique a Blumenau, de Cincinnati a Tóquio, a festa é hoje um fenômeno global de cultura, turismo e negócios. Para a Expand Jr., que acredita na importância da internacionalização e na construção de reputações globais, a Oktoberfest é inspiração: um exemplo de como a identidade cultural pode atravessar fronteiras, gerar impacto econômico e se transformar em patrimônio coletivo da humanidade.

Voltar ao Blog