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O futuro do comércio exterior: Inteligência artificial e Comércio digital

A rede que move o comércio global está em constante transformação, seja por influência de políticas econômicas, características geopolíticas ou devido ao surgimento de novas tecnologias. Neste artigo, vamos discutir sobre as possibilidades do futuro do comércio exterior tendo em vista o protagonismo, cada vez maior, que novas ciências como a Inteligência Artificial e o comércio digital têm demonstrado no setor. 

Nos últimos anos, a inteligência artificial (IA) deixou de ser apenas um futuro distante e utópico, e se tornou uma ferramenta estratégica capaz de impulsionar transformações em economias ao redor do mundo. Segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC), a adoção da IA pode aumentar em até 37% o valor do comércio global até 2040, além de provocar a ascensão do PIB mundial em aproximadamente 13%. Mas de que forma essa nova tecnologia deixou de ser um diferencial competitivo e se tornou um divisor de águas?

A inteligência artificial oferece uma profunda análise de mercados, na qual não apenas leva em consideração números e tendências, mas também permite que as empresas adquiram uma compreensão mais rica e detalhada de diferentes mercados, considerando fatores como cultura local, mudanças políticas e comportamentos de consumo que variam de região para região.  

Dessa forma, combinando esse fator aos algoritmos de machine learning utilizados pela IA,  são analisados dados históricos e novas informações em tempo real, o que pode ajustar previsões de demanda por mercadorias.

Assim, estimativas mais precisas otimizam estoques e operações logísticas, evitando desperdícios e reduzindo custos – o que, consequentemente, implica na diferença vital entre o lucro empresarial e seu prejuízo. Por fim, a riqueza de insights proporcionada pela inteligência artificial permite que gestores tomem decisões mais fundamentadas e informadas, o que reduz a dependência em suposições e aumenta a probabilidade de sucesso nas operações internacionais.

Ao mesmo tempo, pode-se observar a ascensão do chamado “comércio digital”, ou e-commerce, em um contexto de globalização cultural e tecnológica que faz com que tendências popularizadas no Brasil se transformem em tendências na Europa, por exemplo. A facilidade proporcionada pela evolução dos meios digitais fez com que diversos varejistas pudessem se inserir no mercado internacional e minar o status quo de grandes empresas já estabelecidas. Do outro lado da moeda, houve uma mudança na relação entre empresas e consumidores, uma vez que grande parte das transações passaram a acontecer diretamente entre empresa internacional e comprador local- e cada vez menos percebe-se a necessidade de um intermediador que revenda os produtos na região de destino. 

Portanto, entender esse movimento dos meios digitais no comércio internacional é mais do que uma tendência: é uma questão de posicionamento competitivo e sobrevivência em um ambiente global cada vez mais complexo.

 

Autora: Júlia Valani

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