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Blockchain no comércio exterior: promessa ou realidade?

No comércio exterior, o Blockchain vem para revolucionar transações, aumentando sua segurança, eficácia e
transparência. A tecnologia permite um rastreamento imutável de mercadorias, desde o seu ponto de origem
até o seu ponto final. Além disso, traz uma redução de custos e burocracias, automatizando pagamentos com
contratos inteligentes e eliminando intermediários tradicionais, como bancos.

Os principais pontos que o Blockchain traz para o mercado exterior estão justamente na rastreabilidade da
cadeia de suprimentos. Cada etapa de produção e movimentação do produto pode ser registrada em um bloco
da Blockchain, criando um histórico detalhado sobre cada aspecto. Isso traz maior segurança e autenticidade,
já que as informações são criptografadas e distribuídas em uma rede descentralizada, tornando-as imutáveis e
resistentes a fraudes e alterações indevidas.

Um fator vantajoso é a redução de custos e burocracia, na qual a digitalização e a eliminação de
intermediários financeiros simplificam processos complexos, como câmbio e envio de documentos. O
Blockchain também traz transparência e acesso às informações, permitindo que todos os participantes
autorizados da cadeia consultem os mesmos dados em tempo real, o que melhora a confiança e a colaboração.
Outro ponto importante são os contratos inteligentes, que são executados automaticamente quando as
funções pré-definidas são cumpridas, automatizando o fluxo de pagamentos e garantindo maior segurança e
previsibilidade nas transações.

Um exemplo de aplicação no comércio exterior é o bConnect, uma rede desenvolvida pela Receita Federal do
Brasil em parceria com a Argentina, Uruguai e Paraguai, utilizada desde 2020 para conectar as aduanas dos
países do Mercosul. Essa ferramenta foi criada justamente para suprir a necessidade internacional de troca
automatizada e segura de dados aduaneiros entre países e empresas.

Além disso, existem iniciativas nos BRICS, com a possibilidade de criar um sistema de comércio mais seguro
e eficiente entre os países do bloco. O governo brasileiro, aproveitando a presidência rotativa, propôs a
integração do Blockchain para facilitar transações entre os membros, o que pode gerar expansão do comércio
exterior entre esses países.

Com isso, percebemos que o Blockchain está conquistando cada vez mais credibilidade e espaço no comércio
exterior, deixando de ser apenas uma tendência para se tornar uma realidade próxima.

 

Escritor: Gabriel Mendonça

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